Jairo Jorge apresenta nova fonte de recursos para hospitais gaúchos

Foto: Ramiro Furquim
Prioridade para a maioria dos gaúchos, a saúde pública vive uma séria crise no Rio Grande do Sul. Ciente da gravidade do problema, o candidato ao governo do Estado pelo PDT, Jairo Jorge, apresentou aos representantes da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, uma proposta de financiamento para o setor. A proposta prevê a destinação de todo o lucro da Loteria do Rio Grande do Sul (LOTERGS) para investimentos em estrutura hospitalar, compra de equipamentos, contratação de pessoal e manutenção dos hospitais filantrópicos e Santas Casas. O candidato apresentou a ideia da nesta terça-feira, 2.
Segundo estudos realizados pela assessoria econômica do candidato do PDT ao governo do Estado, será possível atingir o valor de R$ 60 milhões/ano. Os recursos servirão para complementar o orçamento da saúde. No Rio de Janeiro, a renda da LOTERJ chega a R$ 200 milhões/ano.
“A maior crise da saúde vai recair sobre os ombros do próximo governador e precisamos buscar novas formas de financiamento. Por esse motivo, proponho retomar a LOTERGS”, explicou o candidato. A Loteria do Rio Grande do Sul é a mais antiga do Brasil, criada em 1843 por Bento Gonçalves, e está fora de circulação desde junho de 2004.
 “Os gaúchos gostam da LOTERGS. Ela não foi extinta e vamos recuperá-la. Vamos unir governo e sociedade para gerar uma nova fonte de financiamento. Quando tem uma causa nobre como essa, a população abraça a ideia”, disse Jairo Jorge.

Retomada do IHosp

O Incentivo de Cofinanciamento da Assistência Hospitalar, criado pelo então secretário da saúde, Ciro Simoni, também será reativado. O IHosp funcionava como complemento ao custeio na assistência hospitalar para garantir o atendimento pelo Sistema Único de Saúde, mas foi suspenso pelo atual governador. Ciro Simoni, coordenador da campanha de Jairo Jorge, também participou da reunião com a Federação dos Hospitais Filantrópicos e Santas Casas.
“É preciso aumentar o orçamento da saúde no Estado. A lei obriga ser 12% dos recursos totais, mas este ano ficou em 6,9%. Precisamos complementar os recursos, se não os hospitais serão obrigados a fechar”, disse Ciro Simoni.
Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 269 hospitais filantrópicos, beneficentes ou Santas Casas. 70% do atendimento é do SUS. A dívida total chega a R$ 1,4 bilhão.

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