Jairo Jorge defende o fim da cobrança do Imposto da Fronteira

O candidato ao governo do Estado, Jairo Jorge (PDT), participou nesta quarta-feira, 3, da 49ª Convenção Estadual Lojista, evento promovido pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), em Novo Hamburgo.

Durante o painel dos candidatos ao Palácio Piratini, Jairo Jorge defendeu a redução gradual até a extinção em quatro anos da cobrança do Diferencial de Alíquota (Difa), o Imposto de Fronteira. A legislação obriga as empresas que adquirirem produtos de outros estados a pagarem a diferença de imposto no mês seguinte ao recebimento da mercadoria, valor equivalente a 6% de ICMS.

“A Difa não ajudou a indústria como se pretendia e está prejudicando demais o comércio”, justificou o candidato do PDT. “Os senhores têm o meu compromisso de acabar com a cobrança dentro da Lei do Gatilho, que reduz ICMS na medida que a arrecadação do Estado aumenta”, disse Jairo Jorge.

O diferencial foi criado pelo governo Yeda e mantido pelos governadores Tarso e Sartori. “Na campanha passada, o então candidato José Ivo Sartori prometeu acabar com o imposto, mas não fez. Eu garanto que os lojistas não terão mais que pagar a taxa”, reafirmou.

Jairo Jorge também reforçou seu compromisso com a redução dos impostos com a Lei do Gatilho, implantada pela primeira vez no país em Canoas. Pela proposta, em julho de 2019, a alíquota geral do ICMS cairá de 18% para 17,75%, com um gatilho de 0,25%, e a alíquota de energia, combustíveis e telefonia será reduzida de 30% para 29%, com gatilho de 1%. “O dinheiro ficará na sociedade e aumentará a receita, disparando o gatilho e diminuindo cada vez mais a alíquota. A Lei do Gatilho foi aplicada em Canoas, quando fui prefeito, e permitiu que triplicássemos a arrecadação do município com a redução do ISSQN”, explicou o candidato.

“Em Santa Catarina, a gasolina custa 37 centavos a menos do que no Rio Grande do Sul. E lá o consumo do combustível é quase 30% maior que no RS. Ou seja, Santa Catarina é prova de que a redução de impostos aumenta o consumo e, por consequência, a arrecadação”, exemplificou Jairo Jorge.

Foto: Ramiro Furquim

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